Edição 2016 do Cata Guavira destaca gastronima e turismo de MS

Evento ocorre em Bonito de 25 a 27 de novembro

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A edição 2016 do tradicional Cata Guavira, que valoriza a guavira na culinária sul-mato-grossense, acontece nos dias 25,26 e 27 de novembro, em Bonito, a 300 quilômetros de Campo Grande. O festival tem como objetivo divulgar, promover, valorizar e expandir a gastronomia regional, a comunidade produtora, bem como o aprimoramento de técnicas de cozinha, utilizando produtos regionais.

O evento objetiva propiciar a troca de experiências e fomentar a relação entre produtor e consumidor, fortalecendo todo o setor da gastronomia que envolve o trade turístico: a rede hoteleira, os passeios, os restaurantes e fornecedores de alimentos, conveniências, supermercados e produtores rurais.

A cidade de Bonito é reconhecida mundo afora por suas belezas naturais e pela forma sustentável do modelo de ecoturismo desenvolvido da região. Nos últimos anos, a gastronomia também tem ganhado espaço nesse universo turístico regional, aumentando a exigência da qualidade e o investimento em capacitação profissional e melhorias neste processo.

A FRUTA

A guavira também deve ser vista como elemento transformador da realidade social da população local, de modo que venha a ser utilizada cada vez mais pela gastronomia, pois além de sua polpa incrivelmente doce, sua casca e semente podem ser usadas como especiarias em doces ou salgados, o que deve ser explorado no Brasil mundo afora.

O evento pretende apresentar o conceito de gastronomia para os estudantes das escolas públicas e particulares de todo o estado, explicando a importância da profissão do cozinheiro e do chef de cozinha para a sociedade. O setor de turismo e gastronomia hoje movimentam a economia do Mato Grosso do Sul principalmente na região do Pantanal, Corumbá, Serra da Bodoquena e na cidade de Bonito.

Dessa forma, precisam ter cada vez mais qualificação na mão de obra empregada. Entendemos que através da vinda desses profissionais com o_cinas, palestras e compartilhando suas experiências, será uma oportunidade única para o despertar dessa carreira. Turistas interessados em conhecer o paraíso ecológico poderão também ter uma grande experiência gastronômica com a fruta que é símbolo da cultura local.

Em 2016 o evento apresentará palestras de gastronomia, O_cina Educação do Gosto e também outras o_cinas para crianças promovidas pelo Slow Food de Bonito e de Campo Grande.  Acontecerá uma feira popular onde os chefes apresentarão comidinhas a valores populares na Praça da Liberdade, durante as atividades do Festival da Guavira.

O Cata Guavira 2016 reúne grandes chefs, cozinheiros, produtores, empreendedores e visitantes para experimentar menus especiais e conhecer a relevância cultural e econômica da gastronomia brasileira, sul-matogrossense e latinoamericana. Serão três dias de programação que mesclarão o_cinas, palestras e degustações.

Os chefs convidados desta edição são: a paulista Mara Salles, o colombiano Dagoberto Torres, a paulista Vivi, o corumbaense Edu Rejala, o padrinho do Cata Guavira,  Paulo Machado, entre outros.

O evento torna-se uma oportunidade de reunir profissionais do setor, ótimo momento para apresentação de produtos e serviços. É também excelente oportunidade para fomentar a relação entre clientes e empresas, promovendo negócios entre produtor e consumidor, fortalecendo todo o setor.

Fonte: midiamax/Danielle Valentim

By TurismoMT

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Projeto leva gastronomia das cidades-sede da Copa de 2014 para várias cidades do mundo

Brigadeiro de colher, da chefe Alice Mesquita. Foto: Gui Teixeira.

Na próxima quinta-feira, 05 de julho, pratos típicos de Brasília vão ser preparados pelo trio de chefes de cozinha Alice Mesquita, Rodrigo Viana e Wanderson Medeiros, e oferecidos bem longe do Planalto Central, em Santiago do Chile.

O evento faz parte do projeto Goal to Brasil, realizado pela Embratur, que vai levar pratos típicos das 12 cidades-sede da Copa de 2014 para diversas cidades do mundo, para divulgar a gastronomia do Brasil.

Na noite de estreia do projeto, 300 convidados chilenos, entre jornalistas, formadores de opinião, operadores de turismo, agentes de viagens, autoridades locais e investidores, vão ser recebidos com pratos elaborados com ingredientes do Centro-Oeste, como crumble de baru com bananas flambadas na cachaça, empadinhas de queijo e pequi, creme de milho verde com camarão, escondidinho de mandioca com carne-de-sol desfiada e queijo e xinxim de galinha.

Os próximos eventos serão em Bogotá, onde pratos de todo o Brasil serão a inspiração gastronômica, no dia 09 de agosto, Toronto, que recebe pratos típicos de Manaus, no dia 23 de agosto, e Buenos Aires, que vai oferecer pratos de Porto Alegre, no dia 11 de setembro.

Blog do Guilherme Barros por Marina Rossi

BY TURISMOMT

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Festas juninas e julinas atraem milhares de turistas

Está chegando uma das épocas mais saborosas e divertidas no Brasil: a das festas juninas e julinas! Em vários municípios de Mato Grosso as festas juninas e julinas são uma atração turística a parte. Além do aspecto cultural, as festas típicas entram no calendário oficial das cidades e fomentam a economia local.

Em vários locais, milhares de pessoas se programam para dançar a tradicional quadrilha, experimentar os sabores dos derivados do milho,  canjica, do pé-de-moleque e de outras comidas típicas mato-grossenses.

Na Baixada Cuiabana, as festas acontecem no quintal de famílias que tradicionalmente realizam as festas de São João todos os anos. As escolas públicas e particulares também mantêm a tradição viva realizando as festas que envolvem toda a comunidade escolar. As quadrilhas, o casamento caipira e as brincadeiras atraem pessoas de todas as idades.

“O Governo do Estado, por meio das secretarias de Turismo e Cultura, incentiva as festas juninas que são consideradas uma das principais manifestações culturais do povo brasileiro. Em Mato Grosso, todos os 141 municípios são realizadas as festas no meio do ano. Em nosso Estado, um dos principais atrativos turísticos são a cultura e gastronomia, dois principais atrativos dessas festas típicas”, comentou a secretária de Estado de Desenvolvimento do Turismo (Sedtur), Teté Bezerra.

No Brasil a maior festa de São João acontece em Campina Grande, na Paraíba. Ela também é considerada uma das maiores festas populares do mundo e atrai milhares de turistas todos os anos. Em 2012, a expectativa é receber dois milhões de pessoas.  A festa deste ano começa no dia 1º de junho (sexta-feira) e segue até o fim do mês com uma programação extensa, que promete mais de mil horas de forró.

História – .Na época da colonização do Brasil, após o ano de 1500, os portugueses introduziram em nosso país muitas características da cultura européia como as festas juninas. Mas o surgimento dessas festas foi no período pré-gregoriano, como uma festa pagã em comemoração à grande fertilidade da terra, às boas colheitas, na época em que denominaram de solstício de verão.

 Essas comemorações também aconteciam no dia 24 de junho, para nós o dia de São João. Essas festas eram conhecidas como Joaninhas e receberam esse nome para homenagear João Batista, primo de Jesus, que, segundo as escrituras bíblicas, gostava de batizar as pessoas, purificando-as para vinda de Jesus. Assim passou a ser uma comemoração da igreja católica, onde homenageiam três santos: no dia 13 a desta é de Santo Antônio; no dia 24, para São João; e no dia 29, para São Pedro.

SEDTUR

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Festival Gastronômico marca encerramento do curso de turismo rural do Senar

 Torresmo, cuscuz paulista, caipirinha de cachaça, frango caipira, arroz, feijão, costelinha de porco no melado de cana, quibebe, mandioca frita, linguiça acebolada, virado de feijão, couve refogada. De sobremesa, compotas de frutas, goiabada, queijo, merengue de morango. Tantas guloseimas e um clima gostoso de confraternização e amizade marcaram o 1º Festival Gastronômico “Parada das Bandeiras”, evento realizado pelos formandos do Programa de Turismo Rural e  promovido desde fevereiro pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de São Paulo (SENAR/SP).

O curso aconteceu em parceria com a Prefeitura, por meio da Secretaria de Agropecuária e Abastecimento, em várias propriedades rurais da cidade. No total, os alunos estudaram dez módulos, incluindo noções sobre receptividade, preparo de receitas tradicionais paulistas, importância do resgate cultural do campo, noções de administração, entre outros.

O resultado de tanta dedicação ficou bastante evidente para os convidados dos formandos com a realização do Festival no último dia 22, no Laticínio Serras de Atibaia, uma propriedade rural no bairro Cachoeira que está sendo cuidadosamente preparada para receber os turistas em roteiros rurais a partir do ano que vem. O proprietário, Dr. Nelson Valente Martins, foi um dos principais incentivadores da turma e está animado com a possibilidade de receber turistas em sua propriedade. “Estamos preparando um restaurante com toda infraestrutura para receber os turistas a partir do ano que vem”, adiantou.

A formatura dos alunos é uma grande vitória para Atibaia, pois trata-se da primeira turma de turismo rural formada pelo Senar. “É muito importante poder profissionalizar o que temos de melhor, que é a hospitalidade do interior, nossas receitas tradicionais com nossos produtos do campo”, disse o secretário de Agropecuária e Abastecimento, Humberto Rosente.

Para o vice-prefeito, Prof. Ricardo dos Santos Antonio, o mais importante do Festival foi propiciar o encontro entre todos os envolvidos para que o turismo rural possa realmente acontecer no município. “Temos aqui todas as associações e setores da economia que são responsáveis pelo sucesso das ações daqui para frente. Atibaia tem muito a ganhar com o fomento do turismo rural. Agora, com as ferramentas oferecidas para esses alunos, tudo tende a ficar mais fácil”, afirmou.

Além das autoridades citadas, estiveram presentes representantes do Convention Bureau, representantes de hotéis, Comtur, ACIA, Embrapa, Polícia Rodoviária Federal, presidentes de associações de produtores rurais, como Oswaldo Maziero, da Associação dos Produtores de Morangos e Hortifrutigranjeiros de Atibaia, Jarinu e Região. O secretário de Segurança Pública, Fábio Magro, e o comandante da Guarda Municipal, Luiz Celso Padilha, também compareceram.

Os formandos foram responsáveis por todas as etapas do Festival – a recepção aos convidados, a decoração do local, a explicação sobre o projeto, o resgate das receitas tradicionais dos Bandeirantes, o preparo das comidas e sobremesas, a boa conversa com os convidados e uma exposição de produtos artesanais como geleias e cachaças. Até o cafezinho quentinho não foi esquecido.

A professora do Senar, Cândida Maria Costa Baptista, adiantou que, no ano que vem, uma nova turma será aberta. “O objetivo é que cada turma de formandos possa estimular produtos para um novo roteiro de turismo rural no município”, concluiu.

Atualmente, poucas propriedades rurais da cidade estão preparadas para receber turistas e isso é feito por meio de uma agência de turismo receptivo ou por indicação da Secretaria de Turismo. O trabalho de capacitação pelo Senar tem o objetivo de fazer essa preparação do produtor.

 Assessoria de Imprensa Prefeitura de Atibaia

http://www.atibaia.com.br/

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Turismo, culinária e biodiversidade

Atolado de caranguejo, no cardápio do Beach Park ( FOTO DIVULGAÇÃO)

O turismo pode ser considerado uma das mais importantes atividades econômicas do mundo, sendo responsável por 255 milhões de empregos, suplantando a indústria bélica, em volume de capital transacionado. A atividade movimentou US$ 919 bilhões, em 2010. Um incremento de 7% com relação ao ano de 2009. Já os indicadores dos primeiros meses de 2011 registram um crescimento global próximo a 5%. As regiões da América do Sul e Sul da Ásia lideram o crescimento, com taxas de 15% no período.

A Organização Mundial do Turismo lançou uma campanha global cujo tema Turismo e Biodiversidade é uma forma de mobilizar e conscientizar todos os agentes ligados ao trade turístico para necessidade de preservação do meio ambiente como matéria-prima básica da atividade turística. O Brasil, uma das nações mais ricas em biodiversidade e diversidade cultural do planeta, só na última década parece ter acordado para esse imenso potencial e, a partir de 2002, transformou o desenvolvimento do turismo em política de Estado.

Este cenário globalizado, do turismo sem fronteiras, surge como uma oportunidade exemplar para o Brasil, em particular para a nossa região, se apresentar a partir de modelos inspirados na economia criativa para uso racional da biodiversidade regional com sustentabilidade.

O filósofo francês Claude Lévi-Strauss observou que os alimentos não são apenas bons para comer, mas, também, para pensar. Tal observação ocorreu mediante longos estudos realizados em diversas sociedades, o que lhe proporcionou a forte relação existente entre a comida e os mitos. A comida, então, deveria ser entendida como uma linguagem; e a cozinha de uma dada sociedade indicaria os seus valores. Assumir os aromas, sabores e saberes regionais tem por objetivo principal mostrar nossas raízes históricas e culturais, despertar no turista o desejo de viajar para conhecer e admirar a riqueza da nossa biodiversidade, terra, gente, cultura, cozinha e até as artes decorativas e florais.

O Ceará deve apostar nesta direção, se quiser estar no protagonismo desse processo. Em outubro de 2010 ocorreu um marco histórico para região, o lançamento, no Beach Park, do Selo Caranguejo Verde. Embora já tenha sido pauta da coluna em novembro de 2010, é oportuno apontar os méritos do projeto como exemplo de economia criativa, geradora de sustentabilidade.

O projeto Selo Caranguejo Verde teve início em 2004, a partir de uma iniciativa dos profissionais em gastronomia e hospitalidade do Beach Park, Bernard Twardy e Fábio Moreira, com o pesquisador da Embrapa, oceanólogo Jefferson Legat – estudar e pesquisar o caranguejo-uçá (Ucides codatus). Imaginem, a região do Delta do Parnaíba oferta 95% de sua produção ao mercado de Fortaleza. O transporte, na forma tradicional, gera uma mortandade de até 55% dos crustáceos capturados e transladados para Fortaleza. Números devastadores para a preservação da espécie e para a degustação da nobre iguaria pelas próximas gerações. Fortaleza absorve 650 mil toneladas de lixo gerados pelos caranguejos mortos.

Selo

O Selo Caranguejo Verde é monitorado pela Embrapa Meio Norte. O complexo Beach Park vem seguindo a cartilha proposta pelo pesquisador Legat e os resultados já representam uma economia significativa, menos de 5%. Além do ganho, maior lucratividade, o processo implantado no transporte gerou uma redução significativa de danos físicos; preservando os sumos e gorduras (sabor) e a redução do stress dos animais.

A adoção do Selo Caranguejo Verde pelo segmento de restauração e, especialmente, pela sociedade é exemplo a ser adotado. São projetos como esse, desenvolvidos através de estudo, pesquisa e desenvolvimento de processos dos nossos recursos naturais, que criam e integram ao conceito de sustentabilidade da biodiversidade a valorização do nosso patrimônio imaterial, tão valorizado na indústria do receber.

Fernando Barroso

http://www.opovo.com.br/

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