Prazo de atualização do Mapa do Turismo Brasileiro vai até o fim de abril

Prazo de atualização do Mapa do Turismo Brasileiro vai até o fim de abril

O Ministério do Turismo prorrogou para 30 de abril o prazo para que representantes dos Estados indiquem as regiões turísticas e municípios que farão parte do novo Mapa do Turismo Brasileiro. A extensão do prazo, que anteriormente finalizaria em 15 de março, foi uma solicitação do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Turismo (Fornatur).

Essa será a quinta edição do Mapa do Turismo Brasileiro, instrumento que define o escopo de atuação das políticas a serem desenvolvidas e implementadas pelo Ministério do Turismo.

Para a composição do mapa, MTur e órgãos estaduais de turismo estabeleceram requisitos mínimos, a serem atendidos por regiões turísticas e municípios, a partir do preenchimento de um sistema desenvolvido pela Diretoria de Gestão e Planejamento Estratégico do ministério.

A edição atual do Mapa do Turismo Brasileiro, de 2013, contempla 3.345 municípios e 303 regiões turísticas. A ação faz parte do Programa de Regionalização do Turismo, implementado pelo Ministério desde 2004 para apoiar a gestão, estruturação e promoção do turismo no País.

d706c76e-ec18-478c-85cd-56ef6190d384                                                        Foto: MTur

Fonte: Portal Brasil/  Ministério do Turismo

BY TURISMOMT

NOVA ARTE TURISMOMT RGB

Turismo? Pantanal e a Copa!

Afinal, tanto Cuiabá quanto Manaus não possuem destaque nacional no futebol profissional, capacidade hoteleira, expressão consumidora de mercado e nem infraestruturas urbana e turística adequadas ao porte do evento.

Agripino Bonilha Filho é ex-secretário de Turismo de Cuiabá

Agripino Bonilha Filho é ex-secretário de Turismo de Cuiabá

Ao promover a Copa do Mundo de futebol, a FIFA busca alcançar alguns objetivos, que vão desde a promoção internacional do futebol à manutenção de um alto nível de recursos financeiros da própria entidade. Para se ter uma ideia, a receita obtida pela FIFA nas Copas da África e da Alemanha aproximou-se de US$ 4.6 bilhões de dólares.

Com essas preocupações, a escolha das sedes da Copa do Mundo sempre obedeceu algumasexigências, como o alto grau técnico e profissional das atividades futebolísticas, a expressão consumidora da sociedade para satisfazer os interesses dos patrocinadores, a menor distância entre as sedes para garantir a logística de economia e conforto dos torcedores, o aeroporto, a capacidade hoteleira, a segurança, a saúde, e a infraestrutura urbana e turística.

No Brasil, a ampliação de dez para doze sedes provocou o interesse de mais cidades, dentre elas Cuiabá e Manaus. Mas é necessário reconhecer que as candidaturas das cidades mencionadas não contemplavam nenhuma das exigências básicas da FIFA. Afinal, tanto Cuiabá quanto Manaus não possuem destaque nacional no futebol profissional, capacidade hoteleira, expressão consumidora de mercado e nem infraestruturas urbana e turística adequadas ao porte do evento. Sem contar, a enorme distância das demais cidades-sede. Já as outras duas candidaturas, Goiânia e Florianópolis, respondiam com eficiência às exigências da FIFA.

Um argumento, gerado em Cuiabá, falava da possibilidade do Brasil mostrar ao mundo as belezas exóticas do Pantanal mato-grossense e a exuberante Amazônia. E rasgando todos os critérios básicos e formais da entidade, tal argumento, que foi abraçado pelo ex-presidente da FIFA João Havelange, convenceu POLITICAMENTE os dirigentes da FIFA.

A escolha política de Cuiabá como cidade-sede trouxe, então, como exigência aos governantes de Mato Grosso, o desafio de suprir as deficiências de infraestrutura, principalmente na área turística, pela responsabilidade de expor o Pantanal ao mundo. Cada partida de futebol de uma Copa do Mundo da FIFA™ gera, por exemplo, 400 horas de transmissão, 70% de futebol e 30% divulgando as atrações turísticas e econômicas de cada sede. A divulgação da Copa alcança 214 países em todos os continentes, 73 mil horas de televisão e audiência de 26.29 bilhões de telespectadores.

Na pesquisa de Diagnóstico de Produtos e Serviços, realizada pela Universidade Federal de Mato Grosso, a análise do fluxo de turistas durante 14 dias entre os quatro jogos em Cuiabá mostrou as seguintes tendências: dependendo das seleções programadas, o menor fluxo de turistas estrangeiros será de 44.900, fluxo médio de 59.000, e o fluxo máximo de 78.000. O estudo apresenta ainda como informação de extrema relevância, o fato de que cada visitante permanecerá em média somente quatro dias em nosso Estado.

A partir da Copa das Confederações, será intensificada a vinda de jornalistas ao Estado com coberturas focadas na grande atração que foi proposta: o Pantanal e as alternativas mais próximas e viáveis, que são Chapada dos Guimarães e provavelmente Nobres. Qualquer outra curiosidade turística vai esbarrar no tempo exíguo de permanência dos visitantes.

A política de turismo do Governo de Mato Grosso deve, portanto, priorizar a Copa do Mundo de Futebol, cujo êxito e ou fracasso vai refletir em todo o Estado. Não se trata de abandonar o restante do Estado no quesito investimento a curto prazo no turismo, mas sim pensar na imagem que vamos passar para o mundo por meio da imprensa e de milhares de visitantes que possivelmente nunca ouviram falar de Pantanal. É graças à Copa do Mundo da FIFA™ que poderemos expor a exuberância de nossas naturezas e apresentá-las como roteiro turístico mundial, e transformá-las em expressão da nossa economia.

As gigantescas obras de mobilidade urbana que estão sendo realizadas em Cuiabá pelo Governo do Estado já gratificam e justificam parcialmente o sonho realizado de conquistar um lugar ambicionado na Copa. Entretanto, conquistamos esse lugar na justificativa de desenvolver o turismo pantaneiro, sem o qual a totalidade do desafio fica sem resposta.

Vamos aproveitar essa oportunidade, fazer valer o nosso espaço em escala global e num futuro próximo incluir o turismo como atividade econômica sustentável e geradora de riquezas e de trabalho.

Agripino Bonilha Filho é ex-secretário de Turismo de Cuiabá

http://reportermt.com.br

BY TURISMOMT

NOVA ARTE TURISMOMT RGB

Turismo se inventa

Perto de Bogotá, capital da Colômbia, existe uma cidade pequena chamada Zipaquirá. Essa cidade era pouco conhecida fora de sua região, talvez apenas por abrigar algumas minas de exploração de sal, abundante principalmente em uma montanha que fica ao seu redor. No século passado, teve-se a ideia de construir uma capela no interior da mina, para que os trabalhadores pudessem expressar sua devoção. Há pouco mais de vinte anos, porém, os colombianos tiveram a ideia de aproveitar alguns túneis para criar uma verdadeira catedral de sal, feita exclusivamente com esse material, de forma a atrair turistas para a região. Abriram um concurso, escolheram um projeto e em pouco tempo inauguraram o que ficou conhecido simplesmente como a “Catedral de Sal”. Assim, um lugar que nunca recebia turistas passou a ser um destino certo não só de milhares de colombianos, mas também de estrangeiros. Hoje, quando você vai para a Colômbia, como eu fui em julho, todo mundo te recomenda: não deixe de visitar a Catedral de Sal!

Turismo é assim, mais um produto da criatividade do que das mãos divinas. Talvez pelo fato de o Brasil ter sido abençoado com inúmeras maravilhas naturais, nós nos acostumamos a achar que só tem interesse turístico aquilo que foi moldado pela natureza: praias, cachoeiras, matas, rios etc. É claro que isso é importante. Mas é possível desenvolver turismo em cidades como Uberlândia, desprovida de grandes belezas naturais, a fim de torná-la um dos maiores destinos do país para quem só quer um pouco de lazer. Brumadinho, por exemplo, é uma cidade mineira perto de Belo Horizonte que foi colocada no mapa do turismo há pouco tempo, após a criação do Centro de Arte Contemporânea Inhotim, citado até pelo “The New York Times”. Gramado, no Rio Grande do Sul, sempre foi um grande destino turístico, mas ficava às moscas durante boa parte do ano, pois a graça de lá estava em um recurso natural: o frio. O que a cidade fez? Reinventou-se, criando o “Natal Luz de Gramado”, com uma decoração natalina que encanta todo mundo, acompanhada de shows, desfiles, comida e tudo que um turista gosta. Hoje, atrai mais turista no verão que no inverno.

Enfim, não é tão difícil quanto se imagina fazer de uma cidade qualquer uma atração turística. No caso de Uberlândia, por exemplo, que já conta com um bom aeroporto e uma relativa proximidade com a maior parte da população brasileira, basta criatividade. É preciso explorar as poucas construções históricas que já temos. Depois, descobrir eventuais pontos naturais de interesse. Por fim, criar eventos ou atrações que chamem os turistas para a cidade. Simplista? Não. Claro que dá trabalho. Mas, pode ter certeza, a economia da cidade agradece.

Alexandre Henry Escritor

http://www.correiodeuberlandia.com.br/

BY TURISMOMT

 

 

 

Enfim começaram a falar sobre o turismo….

Oiran Gutierrez

Ultimamente temos visto grande parte dos articulistas e até políticos dando seus “pitacos” em artigos na imprensa sobre a nossa atividade, e isso é muito bom, é um sinal que começamos a ser lembrados. Aquele velho dito popular ” fale mal ou bem, mas fale da gente”. Alguns comentando estudos da UFMT sobre a capacidade de hospedagem de nossa tri-centenária Cuiabá na Copa. Mas uma vez digo que oxalá ocorra tudo bem, pois sou um otimista. Certamente na hora H, a comunidade estará engajada com hospedagem em residências, albergues e também as cidades vizinhas ajudarão acomodar os visitantes. Além do mais Goiânia e mesmo Campo Grande estão muito bem preparadas para receber o excedente. Estamos falando apenas destas duas cidades que já estão trabalhando para fazer o mesmo que fizeram com as cidades células na África do Sul, onde realizaram verdadeiros HUB (pólo distribuidor), para atender os turistas com vôos charteres, com o “bate e volta”. E por aqui, deverá acontecer o mesmo, então deixam vir os “nossos” turistas.

De fato estamos há 23 meses para a realização do evento do século a as mobilidades deverão estar prontas, sendo otimista. Temos que acelerar as obras, pelo menos com dois turnos de trabalho e mais adiante até três turnos, os empreiteiros tem que fazer de tudo para que estejam prontos os montes de crateras que estão aí, antes do período das chuvas. O VLT, este é um pouco mais complexo, mas creio que para olimpíada de 16, deverá estar 100%.

Agora, o nosso aeroporto é outra história. Dizem que até no início do próximo semestre, será apresentado o projeto, olha estou citando o projeto de um valor de mais de 90 milhões, para depois licitarem as obras tão esperadas, isto sim é preocupante. O pior é que o homem que cuidava disso, arrumaram um jeitinho dele “deixar” o cargo no governo estadual. Pobre de nós! Ele era o único que pegava no pé dos homens na capital federal, vivia mais lá que aqui, com um tal de Infraero, lá para as banda de Brasília.

Acreditam que esta empreitada estará nos conformes em aproximadamente 22 meses, após o convênio com o nosso governo, a publicação de editais e a instalação de canteiro de obras ? Aí seria esbanjar muito otimismo, todo cuidado é pouco, lembrando da máxima, sem aeroporto, não há Copa! E onde será o pátio para estacionar uma frota de aviões acima de 100 passageiros? Já se fala em deixar os torcedores aqui e as aeronaves iriam para o aeroporto de Rondonópolis, lá seria o estacionamento de Cuiabá, como fizeram em cidades da África do Sul.

Nos dias dos jogos, haja estacionamento para tanta aeronaves, pode? Mas para que isto possa acontecer, o aeroporto internacional Marechal Cândido Rondon, sim ou sim, tem que estar no jeito. Vamos torcer para mais um milagre de nosso santo padroeiro, São Benedito,lembrando que os jogos terão início em plena época da festa religiosa, quem sabe acontece “um milagrezinho”.

Voltando para nossa realidade nua e crua, lembro aqui de um colega “sofredor” que trabalha com turismo receptivo. No início deste mês, ele estava com um grupo de 12 turistas que levava em uma van para fazer um city tour pela nossa capital, e todos com muita expectativa para conhecer a cidade, mas o pior ainda iria ocorrer! Para a surpresa do “empreendedor” e dos turistas, todos os pontos “turísticos” estavam fechados: tais como a igreja do Rosário e São Benedito, catedral Bom Jesus de Cuiabá, Palácio da Instrução, Museu Histórico, Cine Teatro Cuiabá, Museu de Arte Sacra, Sesc Arsenal e outros. Diante desta situação, os turistas ficaram muito bravos e frustrados. O agente de viagem provavelmente será acionado pelo Procon ou terá algumas ações por danos. Puxa! esta será uma das doze cidades que realizará o maior evento do planeta, que vergonha!

O nosso “tourist information” (i) está jogado as traças, como pode uma capital, sede de um mundial não funcionar? Existe o Centro de Atendimento ao Turista (que é a mesma coisa) bastava colocar a letrinha mágica (i) para quem visitar Cuiabá, saberá que existe um Centro de Informação ao Turista, mas tem que funcionar e ficar aberto. Senhor prefeito, faço uma apelo por amor a nossa cidade, peça para ajeitar a placa indicativa do centro de informação. Em qualquer cidadezinha com potencial turístico, tem este tipo de serviço e com equipe treinada para bem atender os turistas. E os pontos para informações turísticas no aeroporto e na rodoviária? Estes são casos á parte que vamos falar em outra oportunidade. A mídia que cercará nossa capital, a partir do próximo ano, para a Copa das Confederações iniciará o blá, blá…

http://www.odocumento.com.br/

BY TURISMOMT

Teoría del turismo:conceptos, modelos y sistemas

Acaba de ser publicado no México o livro “Teoría del turismo: conceptos, modelos y sistemas”. Trata-se da tradução da segunda edição do livro “Teoria do Turismo: conceitos, modelos e sistemas“, de autoria do prof. Dr. Guilherme Lohmann (Southern Cross University, School of Tourism and Hospitality Management, Austrália) e minha. O livro original foi lançado pela Editora Aleph em 2008.
A tradução publicada agora em Espanhol foi feita a partir da segunda edição da obra em português, que será lançada no Brasil até o dia 20 de maio.
O livro em idioma português, aqui no Brasil, de certa forma, foi bem aceito, pois já foi vendida toda a primeira edição e mais uma primeira reimpressão e a segunda edição está no forno.
Tivemos notícia também que o livro estava sendo utilizado em alguns cursos de turismo da Argentina, Cuba, Chile e México, mesmo estando no idioma português. Isso no motivou a trabalhar para viabilizar a tradução ao Espanhol.
A Editora Trillas é uma das líderes, senão a grande líder, no mercado latino americano de publicações técnicas em turismo em idioma espanhol.
Ali já tive a oportunidade e publicar a tradução do livro publicado em português “Filosofia do turismo: teoria e epistemologia“, que lá saiu como “Filosofía del turismo: teoria y epistemología“,em 2010 e também publicar o livro que foi organizado junto com o prof. Dr. Marcelino Castillo Nechar, intitulado  “Epistemología del turismo: estudios críticos“.
Agradeço publicamente a equipe da editora Trillas, especialmente a senhora Lucia Ramirez, pelo profissionalismo.
Agradeço também ao Guilherme Lohmann pelas oportunidades que tem criado para muitos colegas do turismo. Tá aí uma pessoa que saber abrir portas! Valeu Guilherme!
Novos projetos temos pela frente. Quem sabe não é algo na mesma linha em espanhol… ou será em inglês?
BY TURISMOMT

América do Sul, o oásis econômico

 

TETÉ BEZERRA é deputada estadual licenciada pelo PMDB e secretária de Estado de Desenvolvimento do Turismo em Mato Grosso.

No mundo globalizado em que vivemos e de mídia em tempo real nos habituamos a assistir nos últimos anos, sempre no mês de janeiro, até com certa consternação as empresas e os países mais “poderosos” do mundo se reuniram no chamado “Fórum Econômico Mundial” em Davos, na Suíça.

Os resultados da reunião e do relatório final não traziam nenhuma novidade – os países ricos, Banco Mundial, o FMI (Fundo Monetário Internacional), e as empresas mais poderosas do mundo – dizendo como deveriam os primos pobres do planeta se comportar para erradicar aquilo que de alguma maneira poderia significar uma ameaça ao capitalismo e a segurança econômica dos mais ricos – a pobreza extrema e todas as mazelas que acompanham essa situação, o analfabetismo em grande escala, as doenças endêmicas, a exploração da mão-de-obra através do trabalho escravo, a inexistência de infraestrutura, de saneamento básico, degradação do meio ambiente, entre outros.

Porém, de uns anos pra cá, houve mudanças significativas. O chamado Bric – Brasil, Russia, Índia e China – passaram a despertar um interesse nos poderosos pelo crescimento econômico e pelas mudanças que introduziam em seus países. Enfrentamento e diminuição da pobreza com diversos programas de inserção social, planejamento e crescimento econômico. Chegaram a ser convidados para participar da seleta e fechada reunião do Fórum Econômico Mundial.

No mês passado, estive representando Mato Grosso em duas Feiras Internacionais de Turismo na Europa patrocinadas pela Embratur – Holanda e Espanha. Em primeiro lugar fiquei impressionadíssima com o conhecimento e interesse que principalmente a Holanda tem pelo nosso estado.

Os holandeses são comerciantes por natureza. A história registra que em séculos passados os holandeses controlaram literalmente o comércio no mundo. São práticos e objetivos. Perguntam pelo Pantanal e revelam que conheceram uma das nossas mais belas riquezas naturais pelo canal “National Geografic”.

Eles perguntam sobre a geografia local, a fauna, flora, condições dos hotéis, estado de preservação e demonstram um desejo enorme de fazer turismo por aqui. É bom lembrar que a Holanda tem uma estabilidade econômica invejável.

O índice de desemprego está em torno 4,7%, excelente para um país europeu.
Já a Espanha, que é referência para o mundo em planejamento e formatação do turismo, registra uma crise econômica inquietante – índice de desemprego em torno de 20% – assim como a Grécia, Itália, Portugal e França. Apesar da crise, que ameaça a estabilidade econômica da zona do euro, pude presenciar um interesse diferenciado pelo Brasil e por Mato Grosso.

Os espanhóis demonstraram um desejo enorme de conhecer Mato Grosso, pelo nosso potencial turístico, pelos atrativos naturais, mas principalmente pela possibilidade de investimentos econômicos que nosso estado apresenta.

A pergunta corrente era qual a melhor área para se investir em Mato Grosso. E eu dizia, em tudo, geração de energia, construção civil, agricultura, pecuária, mineração, turismo e etc. O interessante é que em reuniões e conversas com os países vizinhos ao nosso, como Bolívia, Paraguai, Colômbia e Peru observamos o mesmo interesse.

Os europeus veem a América do Sul como a “cereja do bolo”, a região do mundo que mais oferece oportunidades como os BRICs a alguns anos atrás. Agora é a vez da América. E estão corretos, assim como os poderosos líderes políticos e empresários que se reuniram no “Fórum de Davos” e declararam que a América do Sul é um “OÁSIS ECONÔMICO”.

Na verdade, os mais ricos que sempre ditaram a política econômica mundial mudaram o foco. Agora estão preocupadíssimos com o próprio umbigo, com a crise econômica e fiscal dos Estados Unidos que se arrasta por alguns anos e com a insegurança da crise de endividamento da Europa. Com tudo isso, passaram a vislumbrar o potencial que a América do Sul vive.

Já a presidenta Dilma Rousseff declarou, no “Fórum Social Mundial”, em Porto Alegre, no final do ano passado, que os anos de 80 e 90 foram décadas perdidas para a América Latina devido a “preconceitos ideológicos que provocaram estagnação e aprofundamento da pobreza”.

Essa época para nós já foi superada. Acabamos com as ditaduras nos diversos países das Américas, vivemos uma democracia plena e o crescimento econômico é uma realidade. O Peru tem crescido uma média de 10% ao ano, 60% da economia vem do Turismo. É bom ressaltar que o Peru tem praticamente dois grandes atrativos turísticos – Machu Pitch e Cusco – que são grandes descobertas arqueológicas do mundo moderno.

Agora, imaginem o potencial de crescimento econômico e turístico que o Brasil e o nosso estado representam. Nossos primos ricos que se reuniram em Davos estão corretos, eles têm sim que se preocupar, assim como no passado nos diziam que nossa pobreza os incomodava, agora e nossa vez de dizer, a crise de vocês tem que ser resolvida o quanto antes.

Enquanto isso, a América do Sul vai seguindo seu caminho e construindo uma nova e próspera história.

TETÉ BEZERRA é deputada estadual licenciada pelo PMDB e secretária de Estado de Desenvolvimento do Turismo em Mato Grosso.

http://www.midianews.com.br/

BY TURISMOMT

ARTIGO – Mato Grosso de olho no mercado internacional

Teté Bezerra – deputado estadual licenciada e secretária de Estado de Desenvolvimento do Turismo de Mato Grosso.

Mato Grosso em seu planejamento para o exercício de 2012 incluiu diversas ações na área do turismo. As feiras locais e nacionais que iremos participar, assim como os “road show” (modelo de workshop, porém realizado em circuito) irão criar a visibilidade que precisamos para sermos inseridos em roteiros importantes. Vale ressaltar que essa proposta faz parte do programa do Governo Silval Barbosa, que considera o turismo na cadeia produtiva, como a atividade do terceiro setor que contribuirá significativamente para economia do nosso estado.

Conseqüência da reunião ocorrida em Cuiabá, em dezembro, com a nova diretoria da CVC, uma das maiores operadoras de turismo do país, ficou decido que a Secretaria de Estado de Desenvolvimento do Turismo (Sedtur) vai apresentar, nos dias 8 e 9 de fevereiro durante o workshop promovido por essa empresa em São Paulo, um planejamento para a realização de “road shows” em importantes cidades do país como, Campinas, o grande ABC, Ribeirão Preto, Porto Alergre, Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo – lembramos que o maior números de visitantes do nosso estado é oriundo de São Paulo. É importante ressaltar que a operadora CVC passa por uma mudança de estratégia com relação a Mato Grosso. A empresa vê agora o nosso estado com uma perspectiva privilegiada de investimento em turismo.

O aumento do poder aquisitivo do povo brasileiro e a inclusão do turismo em seu consumo, tornam o habito de viajar, não só uma postura prazerosa, como também uma efetiva melhoria na qualidade de vida de nosso povo. Esse dado é um importante fator que faz com que Sedtur se preocupe com o mercado e com a imagem do nosso estado.

Precisamos trazer mais turistas a Mato Grosso, mas não podemos nos restringir apenas ao mercado interno, apesar do seu crescimento singular.

A decisão da Secretaria em estar presente nas feiras internacionais do setor é de extrema importância para a divulgação, conquista e consolidação da imagem de Mato Grosso no exterior. O Brasil desperta um interesse espetacular nos países europeus pela sua diversidade cultural, pelo clima e sol abundante, pela natureza, fauna e flora extraordinária. E em Mato Grosso, o Pantanal é crescentemente mencionado como o destino de maior interesse dos turistas estrangeiros.

Os europeus que amam a natureza, que valorizam a preservação e o uso sustentável dos ecossistemas sonham conhecer o Pantanal. Também não é por acaso que o Governo do Estado estará investindo consideráveis recursos em todo Pantanal, contribuindo com a melhoria da infraestrutura nos municípios de Cáceres, Poconé, Barão de Melgaço, Santo Antonio de Leverger e no Distrito de Mimoso.

Cabe à Sedtur, como representante oficial e institucional de um ente federativo, o papel, o compromisso e a responsabilidade, junto com a Embratur – órgão de divulgação e promoção de nosso país no exterior – demonstrar que estaremos, sim, cada vez mais presente nessas feiras internacionais. Alias, a Embratur tem comemorado essa nova postura de Mato Grosso, como bem disse o presidente da empresa Dr. Flavio Dino em um artigo recentemente divulgado e intitulada “Mato Grosso – Bonito por natureza”. O presidente reconhece o valor, a importância e o destaque que o turismo e a natureza devem receber em nosso estado. Esse prestígio também é manifestado por diversas  Embaixadas Brasileiras que demonstram satisfação em ver Mato Grosso cada vez mais presente nesses países.

Nosso estado se faz presente através das operadoras de turismo como, por exemplo, a Interativa Pantanal Expeditions que opera no Pantanal, Chapada dos Guimarães, Jaciara, Juscimeira, Tangara da Serra, Nobres e a capital Cuiabá. Outra operadora que vem ampliando suas atividades é a Confiança Turismo, que já atual em 17 estados brasileiros. A empresa opera em Mato Grosso nos municípios de Nobres, Jaciara, Pantanal e Chapada dos Guimarães com várias pousadas e também opera um city tur por Cuiabá. Já a Natural Mystic Tours que opera no Pantanal através de Poconé estará presente no Workshop da CVC 2012, através de seu diretor proprietário Mirko Vergnanini. Recebemos também com muita alegria a visita a Mato Grosso de Mr. Kees Boele, diretor da Brazil Nature Tours que opera em vários países do mundo como: Austrália, África, Namíbia e no Brasil, Pantanal e Amazônia. Percebemos o crescente interesse dos operadores pelo Brasil e em especial por Mato Grosso.

Em reunião realizada aqui em Utrech (Holanda) onde participaram a Sedtur, a Secretária de Turismo de Cuiabá, Tania Bartelli, o coordenador de Marketing da Embratur, Alexandre Nakagawa e o Sr. Ivens Signorini, responsável  pelo bureau de turismo e trade da nossa embaixada na Holanda, ficou assegurada a realização em Mato Grosso de um FANTUR ainda neste primeiro semestre de 2012, com a participação de operadores e jornalistas dos países Baixos – Holanda, Bélgica, Luxemburgo, que alias, predominam nesta importante feira (Vakantiebeurs) que encerrou no dia 15.

O turismo é um segmento que ocupa o 4º lugar a nível mundial em importância econômica, perdendo apenas para a indústria automobilística, a produção de petróleo e para os produtos petroquímicos. É uma atividade do setor terciário que mais agrega serviços e oportunidades para comunidade local, sendo de relevante importância compreender o envolvimento de todos os parceiros e interessados. A necessidade de se ter bem definido o papel de cada um é Imprescindível. A efetiva parceria da comunidade, do poder público e do privado, faz com que o turismo tenha o devido sucesso. O poder público reconhece ser necessário investir cada vez mais em infraestrutura, e isso já vem acontecendo, vejam-se os projetos das obras, de consultoria, diagnostico e planejamento que a Sedtur e o Governo do Estado tem realizado nos últimos tempos em vários municípios. Contudo todos os outros atores também precisam contribuir. As linhas de crédito, inclusive subsidiado, precisam ser acionadas. Os desafios de mudança de postura e de visão são incontornáveis para que possamos avançar na melhoria e na qualidade dos serviços prestados.

Os turistas, principalmente os internacionais, estão habituados a um serviço de qualidade, que agregue preço compatível com o atendimento. A disponibilidade de um segundo idioma como o inglês é fundamental para a valorização dos nossos serviços. O estado, assim como o sistema “S” e o Ministério do Turismo sistematicamente tem oferecido cursos gratuitos de qualificação em todas as áreas. Não é compreensível que se percam oportunidades como essas. Como disse, o desafio é de todos nós. Da comunidade local, do poder público e do setor privado.

Vamos cada um de nós assumirmos responsabilidades. Acontecendo isso, o sucesso será compartilhado por todos.

Teté Bezerra – deputado estadual licenciada e secretária de Estado de Desenvolvimento do Turismo de Mato Grosso.

BY TURISMOMT

%d blogueiros gostam disto: