Maior floresta em área urbana do país é opção para turismo ecológico no AM

Instalações onde são sediadas as exposições no Museu da Amazônia (Foto: Museu da Amazônia / Vanessa Gama)

Reserva abriga seis coleçõe botânicas, dentre elas, orquídeas e bromélias. Trilhas interpretativas são as principais atrações da reserva para turistas.

Considerado como o maior fragmento de floresta preservada dentro de área urbana do Brasil, o Jardim Botânico Adolpho Ducke, uma área verde de cerca de 10 mil hectares, ou 100 km², localizada na Rua Uirapuru, Bairro Cidade de Deus , na Zona Leste de Manaus, oferece  contato direto com a natureza. O local atrai turistas de diversos lugares do mundo.

A reserva, que funciona de terça a domingo, das 8h ao meio-dia, e das 13h às 16h30, registra cerca de 50 mil visitantes anuais, segundo a coordenadora técnica e administrativa do Museu da Amazônia (Musa), Antonia Barroso. O museu é uma estrutura instalada na reserva em 2009 e ocupa 1% da área total do local. Juntamente com o Musa, funciona o Jardim Botânico, construído no ano de 2000, que ocupa 5% de toda a reserva.

De acordo com Antonia, o Musa, assim como o Jardim Botânico, permitem a interação entre o ser humano com as plantas e animais. “O mote ‘viver juntos’, mais que um imperativo de entendimento entre humanos e não humanos que aqui vivem, é, para o Musa, símbolo de um projeto de educação e solidariedade empenhado em promover o convívio dos cidadãos na diversidade cultural, biológica, social e política da grande bacia amazônica”, explicou a coordenadora.

Espécies de bromélias encontradas nas coleções do Jardim Botânico (Foto: Tiago Melo/G1 AM)

Logo na entrada da reserva, ergue-se um complexo de edificações, composto por um pavilhão de eventos, uma biblioteca, salas administrativas, e viveiros de mudas, além de uma exposição fixa intitulada ‘O que se encontra no Encontro das Águas’, onde os visitantes podem aprender um pouco sobre peixes, vegetação e a dinâmica das águas do encontro dos rios Negro e Solimões.

“Ainda este ano estaremos recebendo mais duas exposições, que serão instaladas em clareiras naturais dentro da floresta. Elas ainda não tem nomes definidos, mas podemos adiantar que uma delas tratará sobre a vida anfíbia e a outra será especificamente sobre o sistema de pesca e as armadilhas usadas pelos pescadores da região”, explicou Antonia. Além das exposições, o Jardim Botânico receberá ainda em 2012 um borboletário, um lago de vitórias-régias, duas estações de observação e uma torre de observação, de 40 metros de altura.

Constantemente visitado por turistas estrangeiros, como grupos de botânicos vindos da Europa e estudantes norte-americanos, a Reserva Adolpho Ducke chama a atenção para suas trilhas, que oferecem o máximo de contato entre o homem e a natureza com suas árvores altas e baixas, cipós, trepadeiras, troncos jovens e antigos, cogumelos, fungos e flores, o canto de dezenas de pássaros e os sons característicos dos animais que habitam o local.

“Nossas trilhas não são de aventura, são interpretativas, ou seja, são de cunho científico. Elas duram em média 40 minutos e são guiadas por técnicos especializados e bilíngues”, contou o coordenador de botânica, Mário Fernandez.

G1, que realizou uma das trilhas de 3 km, conferiu a principal atração do passeio, a “deusa maior da Floresta Amazônica”, como sugere o próprio nome, Dinizia Excelsa, também conhecida como Angelim Pedra, uma árvore de cerca de 40 m e “estimados cerca de 600 anos de idade”, segundo Mário Fernandez. “Umas das particularidades desse exemplar é o ninho de andorinhão construído perto da copa. O andorinhão é uma ave nômade, conhecida por dificilmente fazer ninho ou pousar. Foi uma honra recebê-la aqui na nossa Angelim”, contou Mário.

Outro fato que atrai os turistas ao Jardim Botânico, segundo Mário, são as diversas coleções botânicas que a reserva abriga. “Temos coleções de bromélias, orquídeas, aráceas, heliconêas, samambaias e palmeiras. Todas muito visitadas por turistas interessados em botânica, sejam nacionais ou inter nacionais”. Ao final de cada visita, os visitantes ainda chegam a receber uma muda da planta que preferir.

Projetos

O jardim Botânico Adolpho Ducke abriga diversos rojetos escolares, como o ‘Baú de Leituras’, ‘Contadores de Histórias’, ‘Arte na Floresta’ e, o mais importante deles, ‘Verde Perto’, que visam a educação ambiental e a divulgação cientifica; além de 11 projetos de iniciação científica do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

Projeto ‘Verde Perto’ trabalha com cerca de 50 crianças das escolas da rede municipal de Manaus (Foto: Museu da Amazônia / Vanessa Gama)

O Projeto Verde Perto, que trabalha com cerca de cinquenta crianças das Escolas Municipais Raul de Queiroz de M. Veiga e Ivone Maria Barbosa e Silva, localizadas no entorno da reserva, já está na quarta edição. “As atividades duram um mês e a cada semana temos um especialista palestrando sobre o tema principal, que muda a cada edição. Este ano o tema é ‘Comunicação entre os animais’. Durante a semana são desenvolvidas atividades artísticas que se relacionem com o tema”, explicou Antonia Barroso.

Tiago Melo Do G1 AM

BY TURISMOMT

Rua D.Pedro II , Centro – Fone: 66 3421-2231 – 66 8137-9957

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