Mesmo com três navios a menos, cruzeiros devem receber 900 mil turistas em 2011

Setor deve movimentar R$ 1,4 bilhão, mas sofre com gargalos na infraestrutura

 Temporada de cruzeiros no país, que começou em outubro e vai até abril do ano que vem, terá 17 navios este ano, contra 20 embarcações que visitaram a costa brasileira no ano passado. No entanto, há mais vagas em 2011 as facilidades de pagamento são as mesmas de 2010, fatores que contribuíram para esquentar a procura pelos cruzeiros no fim do ano.

O vice-presidente executivo da Abremar (Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos), André Pousada, afirma que ainda há lugares disponíveis para o Natal e Ano Novo, mas o brasileiro que quiser ver a queima de fogos do mar ou passar a ceia a bordo de um transatlântico vai ter que se apressar para conseguir uma cabine.

– Ainda tem lugar, mas são poucos. Quem quiser viajar tem que correr, sobretudo no Natal que já está chegando. Antes o brasileiro viajava mais no Ano Novo e no Natal ficava mais em casa. Hoje isso mudou um pouco, apesar de que o Ano Novo ainda é o ápice da procura, mas o período do Natal está sendo muito procurado. 

Falta dinheiro para viajar no fim do ano? De acordo com Pousada, a classe média brasileira – acostumada a parcelar as dívidas “a perder de vista” – não terá problemas para pagar o passeio de navio.

– Assim como no ano passado, os parcelamentos continuam. O cruzeiro é um programa que atende a todos os gostos e bolsos. Como o navio tem uma variação muito grande de cabines, desde as mais simples às mais caras, há uma grande diversificação de preço.

O R7 fez um levantamento de preços em algumas operadoras de turismo brasileiras e verificou que, na prática, só restaram as cabines mais caras para o fim do ano. Dois fatores determinam o preço da cabine: o tamanho e se é uma cabine interna ou externa, que fica do lado do navio e tem vista.

Navios no Brasil

Os cruzeiros movimentaram R$ 1,4 bilhão na temporada passada – desde os gastos das embarcações com combustível e taxas até as despesas dos turistas com transporte, alimentação e compras diversas. A expectativa para este ano é repetir o desempenho de 2010, já que, em 2011, serão três embarcações a menos navegando na orla brasileira, segundo a Abremar. 

Apesar de apenas meia dúzia de empresas movimentarem todo esse dinheiro, o setor já traz menos embarcações para cá e já corre o risco de encalhar por causa dos portos e dos custos no Brasil, segundo Pousada.

– Tem que esperar melhorar a infraestrutura portuária do Brasil para aumentar a oferta, pensando no conforto e segurança do hóspede. Num segundo momento, os custos operacionais aqui, com taxas, impostos, enfim, tudo que envolve a operação de navio.

Isso significa que falta espaço físico, seja um saguão para acolher os passageiros que esperam o embarque ou desembarque, vagas para a atracação dos navios em frente aos terminais e estacionamento para ônibus e carros no entorno do porto.

Raphael Hakime, do R7

http://noticias.r7.com/

BY TURISMOMT

 

 
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