Pequenas maravilhas para explorar em Brasília

Cartões-postais de todo o Brasil apresentarão roteiros por seus principais pontos turísticos durante a Copa do Mundo de 2014. Há quem diga que a melhor forma de se conhecer uma cidade é caminhar por ela, sem pressa, apreciando cada convite feito pela história e pela beleza de ruas, praças e monumentos. Já pensou no que fazer em uma hora de turismo a pé por cada cidade-sede?

O Congresso Nacional é destaque entre as imagens de Brasília. Sede do Poder Legislativo, projetado por Oscar Niemeyer, os blocos em forma de H possuem 28 andares e abrigam atividades administrativas. As cúpulas ao lado do prédio comportam o Senado e a Câmara dos Deputados.

Brasília, DF – Uma aura de modernidade e encantamento repousa sobre Brasília. Mas o que há de melhor na cidade dos endereços “cifrados” e dos palácios de governo está nos detalhes, quase escondidos na grandiosidade “monumental” da cidade: a história, o civismo e o estilo candango de viver.

Nesta proposta de roteiro, o ponto de partida é a Praça dos Três Poderes, no coração da capital. Ao contrário do restante da cidade, nesta praça não há árvores. Legislativo, Executivo e Judiciário são poderes autônomos e com o mesmo peso dentro da democracia brasileira – um não faz “sombra” ao outro.

A bandeira de 286m², hasteada a 100 metros do chão, é trocada solenemente em cerimônia que acontece todo o primeiro domingo do mês, com desfile militar, show da Esquadrilha da Fumaça e, eventualmente, na presença da presidenta da República. Pare por cinco segundos ao pé do Mastro da Bandeira, monumento de Sérgio Bernardes, onde se lê a inscrição “Sob a guarda do povo brasileiro, nesta Praça dos Três Poderes, a bandeira sempre no alto – visão permanente da pátria”, e aprecie os sentimentos de civismo e orgulho nacional que emanam deste local.

Na mesma praça, a escultura Os Guerreiros, mais conhecida como Os Candangos, de Bruno Giorgi, é uma justa homenagem aos 80 mil trabalhadores que ergueram Brasília. Também ali o turista vê o majestoso Panteão da Pátria e da Liberdade – construído à semelhança de uma pomba. Trata-se de um memorial fúnebre em homenagem a ilustres brasileiros. Até agora, dez personalidades da história do país têm seus nomes eternizados no chamado Livro de Aço do monumento (entre eles, Tiradentes, Zumbi dos Palmares. D. Pedro I e Santos Dumont). Outros dez nomes já foram aprovados, mediante projeto de lei, para integrar a lista de “heróis nacionais”.

No Palácio do Planalto, a poucos metros dali, os Dragões da Independência se revezam na guarda presidencial. Como manda a tradição, usam farda típica do século 19 – em vermelho e branco, regra da coroa portuguesa. Na apresentação do regimento, a “pompa” imperial é muito bem representada e o sentimento de amor à pátria fica à flor da pele.

Para atravessar a rua, é preciso apenas levantar o braço e dar um “sinal de vida”, como dizem os próprios brasilienses, para que os motoristas parem na faixa de pedestres. A lei que prevê essa conduta completou 14 anos e o respeito ao pedestre é um hábito do qual os candangos se orgulham muito. Chegando ao outro lado da via, você estará de frente para as torres do Congresso Nacional, com seu espelho d’água e a rampa oficial.

Olhando para trás, é possível avistar o corredor onde tremulam as bandeiras dos 27 estados e do Distrito Federal. É a Alameda dos Estados, que recepciona brasileiros de toda parte. Ao redor, há muito espaço livre em todo o gramado central da Esplanada dos Ministérios, coisa rara nas grandes cidades brasileiras. Ali, na temporada de seca, de julho a setembro, lindos ipês coloridos carregados de flores dão poesia e graciosidade à cidade da política e do concreto. O céu aberto da capital da República, que é tema constante de músicas, artes plásticas e poesia, é uma atração à parte. Completam o exuberante cenário as fachadas sinuosas e os lagos que abraçam os palácios do Itamaraty e o da Justiça.

A arte também tem espaço garantido no Conjunto Cultural da República, formado pela Biblioteca Nacional Leonel de Moura Brizola, pelo Museu Nacional Honestino Guimarães e pelo Teatro Nacional Cláudio Santoro. Não bastasse a perfeição estética desse complexo arquitetônico, conhecer e prestigiar suas obras é uma experiência para os sentidos.

Entre as obras do arquiteto Oscar Niemeyer, a considerada mais bela pelos brasilienses é a Catedral Metropolitana de Brasília, localizada na Esplanada dos Ministérios. Foi inaugurada em 1967 e tombada pelo então Departamento de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Possui 40 m de altura com 16 arcos de concreto armado circundado por um espelho d'água. No topo do templo, há uma cruz metálica, abençoada pelo Papa Paulo VI, e que incorpora um fragmento da cruz de Cristo.

A uma rua dali, quatro enormes evangelistas esculpidos em bronze fazem a “guarda” do acesso à Catedral Metropolitana de Brasília, projetada e construída em formato que lembra mãos em prece. No interior da igreja, três imensos anjos de mármore suspensos no centro da nave completam o cenário de fé e espiritualidade.

O Eixo Monumental encontra-se no centro do Plano Piloto de Brasília, fazendo a ligação entre a Rodoferroviária (a oeste) e a Praça dos Três Poderes (a leste). A oeste, na área dedicada aos órgãos do Governo Federal, está a Praça dos Três Poderes e a Esplanada dos Ministérios. A leste, se encontram o Memorial JK e a Catedral Militar Rainha da Paz. Na área central, encontram-se a rodoviária urbana de Brasília, localizada na intersecção dos eix os Monumental e Rodoviário, e a Torre de TV.

Seguindo 2,5km pelo largo Eixo Monumental, o turista tem à sua disposição a melhor e mais ampla vista do Plano Piloto. Imponente centro transmissor para emissoras de rádio e televisão, a Torre de TV tem 224 metros de altura. Visitantes podem subir ao mirante panorâmico, a 75m de altura e fazer uma sessão de fotos com lindas imagens de Brasília ao fundo.

Junto à base da torre acontecem o espetáculo luminoso das águas dançantes, na Praça das Fontes, e a tradicional feirinha de artesanato candango, onde as tradições, os sotaques e a gastronomia têm encontro marcado nos fins de semana.

O Parque da Cidade de Brasília Sarah Kubitschek, popularmente conhecido como Parque da Cidade tem 4,2 milhões de m². Localizado no centro da cidade, junto à Asa Sul, tem o terceiro maior pavilhão coberto para feiras e ex posições do Brasil, com 55 mil m². Foi fundado por volta de 1978 e é um dos principais centros de lazer ao ar livre da cidade, concentrando quadras de esportes, lagos artificiais, parque de diversões, centro hípico e pistas de caminhada, patinação e ciclismo.

Com mais cinco minutos de caminhada, o passeio chega ao fim. No estacionamento 13 do Parque da Cidade, perceba o clima “praiano” que toma conta do lugar. Esportistas desfilam pelas pistas de corrida e ciclismo, patinadores fazem o seu balé, famílias e crianças se divertem com seus pets e casais aproveitam para passear de mãos dadas sob o sol do cerrado. Nas tradicionalíssimas barracas de frutas frescas e água de coco, atletas se recuperam do cansaço.

Na terra de Renato Russo e Legião Urbana, uma cidade “sem esquinas” e com cara de jardim abre seus braços para quem quer que chegue. Sobram motivos para cativar o visitante: o Lago Paranoá, a arquitetura inigualável, a qualidade de vida… Teria dito um poeta, sobre a mudança da capital do país para Brasília: “Acontecera por três motivos: o céu, os ipês coloridos e a imensidão de uma terra sem morros ou montanhas”. Eleja você também os seus “motivos” e vire fã.

ASCOM

http://www.turismo.gov.br/

BY TURISMOMT

 

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