Falhas em projetos atrasam obras de mobilidade para Copa 2014 em Cuiabá

Para Mundial, capital de Mato Grosso tem um conjunto de 25 obras. Apenas uma delas, a duplicação de uma ponte já está em andamento

Seminário reuniu representantes de vários órgãos envolvidos diretamente nas obras de infraestrutura da Copa 2014 em Cuiabá (Foto: Dhiego Maia/GLOBOESPORTE.COM)

 

 

As obras de mobilidade urbana para a Copa 2014 em Cuiabá ainda não deslancharam. De um total de 25 obras previstas, apenas a duplicação da ponte Mário Andreazza, está em estágio mais avançado.

O secretário adjunto da Secretaria Extraordinária para a Copa do Mundo em Mato Grosso, Marcelo de Oliveira, reconheceu nesta quarta-feira, durante o ‘Seminário Mato Grosso: Vitrine ou Vidraça?’ realizado pelo Sindicato Nacional de Arquitetura e Engenharia (Sinaenco), os problemas que ainda emperram as obras.

-Teve algumas falhas no projeto básico. Não incluímos nos projetos a questão da iluminação pública, as fundações das avenidas, entre outros – apontou. Por conta das inadequações dos projetos, várias mudanças tiveram que ser inclusas, o que provocou os atrasos.

– Semana que vem vamos assinar um convênio em Brasília no valor de R$ 180 milhões para obras nas travessias urbanas de Cuiabá e Várzea Grande – reforçou.

Para o coordenador do evento, Rodrigo Prada, apesar do bom desempenho da arena Pantanal que está com 31% das obras concluídas, o início das obras de mobilidade urbana é uma preocupação.

– As obras da arena Pantanal são um ponto positivo de Cuiabá. É a 3ª obra mais adiantada do país, mas na mobilidade urbana existe uma indefinição que acabou atrapalhando o andamento das obras. O aeroporto vai precisar acelerar as obras porque ele será a porta de entrada para os turistas que aqui desembarcarem – disse Prada.

Na semana passada um estudo divulgado por uma consultoria apontou Cuiabá como a segunda pior cidade-sede do mundial no quesito mobilidade urbana. O estudo apontou como desafio a grande quantidade de carros e motos no trânsito cuiabano.

Ponte Mário Andreazza em obras na capital (Foto: Assessoria/Secopa)

 

Na avaliação do assessor técnico da área de mobilidade urbana da Secopa, Rafael Detoni, a disparidade entre quantidade de veículos e capacidade das vias da capital é histórica.

– Estamos numa boa fase da economia, com incentivos para compra de veículos. Por outro lado, há uma ausência em investimentos no transporte coletivo. Nos últimos 10 anos, a frota de automóveis cresceu 100% em Cuiabá e a de motos 340%. O nosso sistema viário não avançou nem 10% – explicou.

Incógnita

Segundo Detoni, a avenida Tenente Coronel Duarte, conhecida como Prainha, que vai acomodar um dos traçados do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) é uma incógnita. Há 30 anos, a avenida acomodava um rio, que acabou canalizado. A preocupação é com laje de concreto que reveste o canal.

– A avenida é canalizada de ponta a ponta e não existe nenhum ponto de visita dentro do canal. Não sabemos como está a estrutura – salientou.

Técnicos da Secretaria de Obras já realizaram algumas perfurações ao longo da avenida para saber a profundidade do canal. De acordo com Detoni, o local tem cinco metros de largura por três de profundidade. Para comportar o VLT a cobertura de laje será refeita. A avenida vai ainda ganhar uma rede de esgoto à parte.

VLT

Todas as intervenções que serão feitas por conta da implantação do VLT tanto em Cuiabá como em Várzea Grande, na região metropolitana, foram apresentadas, segundo a Secopa, nesta semana para os prefeitos das duas cidades. Segundo Detoni, os gestores já sabem, por exemplo, onde serão instalados os retornos, semáforos, a inversão e o alargamento de cada via. Cada cidade ainda deverá aprovar o projeto e apresentar as devidas alterações.

– Estamos concluindo o projeto básico do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e vamos ter que licitá-lo ainda neste ano. As outras obras estão previstas para iniciarem no próximo ano – explicou.

Detoni ainda ressaltou que o VLT pode diminuir em até 50% o número de desapropriações ao longo do traçado do projeto frente ao que era previsto para o BRT [Bus Rapid Transport].

O seminário já passou por Recife, Manaus, Curitiba, Porto Alegre, Salvador, Belo Horizonte, Fortaleza e Natal. As próximas cidades a serem visitadas serão Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro.

Por GLOBOESPORTE.COM Cuiabá

By TurismoMT

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