Brasileiros sentem efeitos da alta do dólar na fatura do cartão de crédito

Moeda atingiu maior cotação desde julho de 2010. Quem fez compras no cartão de crédito no exterior ficou com uma dívida bem mais alta.

Compras no cartão de crédito no exterior ficou com uma dívida bem mais alta. Imagem: Arquivo

Quem tem previsão de contas em alta são aqueles brasileiros que viajaram para o exterior, gastaram no cartão de crédito e agora, com o dólar em alta, estão pensando o que fazer. Está tudo mais caro. Os planos de compra daquela máquina fotográfica novinha vão ficar para depois. Os produtos importados, vendidos nos mercados brasileiros, também vão pesar mais na conta.

Já quem comprou com antecedência o pacote de fim de viagem do fim de ano agora está sorrindo satisfeito. Em menos de duas semanas, uma viagem para Nova York, por exemplo, ficou quase R$ 1 mil mais cara.

Os destinos preferidos dos brasileiros ficaram um pouquinho mais caros. Sete noites em Nova York para duas pessoas, com dólar turismo a R$ 1,91 saem por R$ 9.164 – R$ 863 a mais do que 15 dias atrás. A taxa de câmbio, que fechou a R$ 1,78 na segunda-feira (19), começa a mudar o comportamento de quem quer viajar para fora do país.

Não houve diminuição pelo desinteresse por viagens internacionais. A procura continua a mesma. Apenas há um estado de espera para efetuar o pagamento final da viagem”, apontou Jacqueline Dallal Mikahil, proprietária da agência de turismo.

Ainda que o dólar continue a subir, não deve estragar o fim de ano das agências. Mais da metade da temporada de réveillon já está fechada. Bom para quem se programou com antecedência e que fechou pacote ainda com o dólar baixo. Mas se a moeda americana continuar em alta, o turista brasileiro terá de traçar uma estratégia com o dinheiro que vai gastar lá fora.

A dica é comprar um pouco de dólares por mês. Se a viagem está marcada para janeiro, por exemplo, o ideal é comprar um terço do valor em outubro, um terço em novembro e um terço em dezembro. “Você faz o que a gente chama de preço médio. É uma maneira de se proteger um pouco”, afirma o economista Paulo Gala, da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP).

O economista diz ainda que é arriscado fazer compras em dólar no cartão de crédito em períodos de sobe e desce da moeda. “O impacto é imediato. A conta de cartão de crédito que você gastou no exterior ou uma passagem que você está comprando, enfim, isso tudo já aparece imediatamente”, alerta Paulo Gala.

Entre computador, câmera, óculos e perfume, as compras feitas em Miami foram pagas com cartão de crédito. “Vai ser bem dolorida essa fatura”, disse uma paulistana.

Um casal viajou em lua de mel, mas da data do casamento à data da fatura do cartão, o dólar comercial saltou de R$ 1,60 para R$ 1,78. “Um pouco eu esperava que subisse, mas não tanto como subiu. Acabou subindo muito. Vai dar uma diferença de 10% do que eu estava contando que ia subir. Pegou a gente de calça curta um pouco”, lamentou o piloto de avião Moisés Chammas.

Se alguém vai viajar para o exterior, evite fazer compras no cartão de crédito, já que o preço do dólar está muito instável. A melhor opção, segundo economistas, é usar um cartão de débito, já carregado previamente com um valor em dólares.

http://www.jornalfloripa.com.br/

By TurismoMT

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