A Festança de Vila Bela da Santíssima Trindade atrai visitantes de diversas regiões

A Festança de Vila Bela da Santíssima Trindade atrai, todos os anos, visitantes de diversas regiões do estado e até de fora dele. Tradicional manifestação cultural, o roteiro de festas traz um misto de história medieval e religiosidade acentuada. Com novena, procissão, levantamento de mastro e danças típicas às homenagens aos santos de devoção se estendem por vários dias.

O deputado Airton Português, Quarto Secretário da Mesa Diretora da Assembléia Legislativa, prestigiou a festa, no início da semana. “É uma festa muito bonita, que retrata a história e a religiosidade do povo mato-grossense”, comenta o parlamentar. E acrescenta que tradições como esta devem ser preservadas e “precisam ser objeto de atenção especial, principalmente, como forma de fomentar o turismo cultural numa região tão bonita e de tantos atrativos naturais, como é o Vale do Guaporé”. No fim de semana, o deputado participou, ainda, da abertura dos Jogos Regionais, que mobilizam atletas de todo o Oeste mato-grossense, em Mirassol D’Oeste.

Herança africana

Dois dos momentos mais marcantes da festa, em Vila Bela, são a Dança do Chorado e a Dança do Congo. Ambas remetem à presença marcante dos escravos, trazidos da África, para desenvolver a economia das novas terras portuguesas, há quase trezentos anos. A Dança do Chorado é executa somente por mulheres (de várias idades). Numa demonstração de graça e habilidade, elas requebram, equilibrando garrafas de bebidas sobre a cabeça. Conta a história que essa era uma estratégia que as negras escravas usavam para fazer com que os senhores de engenho e os feitores relaxassem as penas aplicadas aos homens, no tronco.

A Dança do Congo (que empresta nome às festividades) faz alusão a histórias ainda mais antigas. Ela encena o que seria uma batalha travada entre reinos distintos dos povos africanos, pela mão de uma princesa negra. Um Embaixador de um reino estrangeiro é enviado para pedir a mão da princesa ao Rei do Congo. A negativa do rei inicia uma guerra, retratada, artisticamente, por homens vestindo roupas coloridas e portando espadas de madeira. A luta se desenrola pelas ruas da cidade, movida ao ritmo de bumbo, ganzá e cavaquinho, e “esquentada” ao sabor do kanjinjim, bebida típica de Vila Bela, feita à base de cachaça, gengibre, canela, cravo e mel.

Importância histórica

Mais do que um destino para o turismo ecológico ou cultural, Vila Bela da Santíssima Trindade é, ainda, um bom lugar para os amantes da história. Foi a primeira cidade planejada do Brasil e uma das primeiras (e poucas, à época) do Reino Português. Em 1752, D. João V mandou criar a Capitania de Mato Grosso, em terras de além mar. Para a construção da capital, a Coroa enviou uma planta baixa do que deveria ser a cidade. Nela aparecem a sede da Capitania, a cadeia, a igreja e outros prédios planejados, além do arruamento, onde seriam acomodados os moradores da nova cidade. Algumas dessas edificações resistem ao tempo.

Os bandeirantes tinham descoberto ouro no Vale do Guaporé, e o objetivo era povoar, o mais brevemente possível, a região, estendendo por muitas léguas a linha imaginária do Tratado de Madri. Assinado dois anos antes (1750), entre D. João V de Portugal e D. Fernando VI de Espanha, esse acordo estabelecia os limites de posse de terras portuguesas e espanholas em solo americano.

http://www.extramt.com.br/

By TurismoMT

 

 

 

 

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