Vila Bela se prepara para a Festança

A cidade que foi a primeira capital de Mato Grosso finaliza os preparativos para sua grande festa anual, que acontece entre 13 e 14 de julho

A Secretaria de Estado de Cultura de Mato Grosso em parceria com a Prefeitura e Secretaria de Cultura do Município de Vila Bela da Santíssima Trindade realizarão entre os dias 13 e 14 de julho na igreja matriz do município de Vila Bela a tradicional “Festança”.

Essa festa é considerada uma das maiores manifestações religiosas do estado. A Festança reúne em sua programação varias datas comemorativas de santos na mesma época que outrora possuíam data definida no calendário. A idéia de unificar essas datas festivas surgiu no período de transferência da capital de Vila Bela para Cuiabá.

A “Festança”, mais conhecida como festa do congo, é uma celebração católica anual, promovida em homenagem ao Divino Espírito Santo, ao Glorioso São Benedito e à Santíssima Trindade, é uma das mais antigas e mais belas do estado de Mato Grosso. A tradição, que se estende desde o ano de 1835, faz parte do calendário estadual de eventos culturais e turísticos do Estado.

Primeira capital do Estado, Vila Bela da Santíssima Trindade está a 540 km de Cuiabá, atual capital de Mato Grosso. No centro de Vila Bela, um dos municípios de maior potencial turístico do Estado, estão localizadas as ruínas de uma catedral do período colonial. Essas ruínas são o marco de uma história que tem início em 1752, com a fundação de Vila Bela em 19 de março daquele ano.

ORIGEM

Esta aglomeração de festas teve início em 1935, quando a capital de Mato Grosso foi transferida para Cuiabá. Praticamente despovoada, Vila Bela foi abandonada pelos portugueses e brasileiros brancos. Negos forros, livres, escravos velhos e escravos fugidos, além daqueles incumbidos de cuidar de algum patrimônio de seus senhores, permaneceram na ex-capital quase deserta. Os padres, que cuidavam da segurança espiritual e os soldados que guarneciam a fronteira com terras espanholas também haviam abandonado a cidade.

Os índios Nhambiquara, Paresi e outros, voltaram a incursionar por esse território e atacavam os negros, suas roças e criações e roubavam suas mulheres. Os habitantes de alguns antigos arraiais de mineração, pressionados pela insegurança e precariedade da situação, começaram a se transferir para Vila Bela, ocupando casarões vazios, trazendo seus santos padroeiros e abrindo roças em mutirões solidários, fundado inúmeras comunidades rurais negras.

Desde aquela época surgiram, então essas manifestações onde o povo negro se reunia dançando e cantando o Congo, a Dança do Marujo e a Luanda,a Dança do Tambor, o Batuque e o Chorado. (com assessoria)

http://www.diariodecuiaba.com.br

By TurismoMT

 

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