Conheça Amparo, a ‘Capital História do Circuito das Águas’

Cidade investe na preservação de seu patrimônio para atrair cada vez mais turistas

Localizado na Serra da Mantiqueira, Amparo, a 260 quilômetros de Ribeirão Preto, é o destino ideal para quem busca um final de semana de descanso, longe de qualquer agitação, comum de grandes centros. Conhecida também como a Capital Histórica do Circuito das Águas, o turista tem a oportunidade de conhecer os antigos casarões construídos durante o Ciclo do Café, dezenas deles restaurados, graças a uma política municipal de preservação.

A antiga estação do trem – onde funciona hoje o Centro de Informações Turísticas e a Casa do Artesanato – e a Catedral de Nossa Senhora do Amparo (construída em 1850) estão entre as principais atrações da pacata cidade, com 70 mil habitantes.

No interior da Catedral de Nossa Senhora do Amparo, há uma imagem da santa que dá nome à igreja datada do século 19, além de um Lava-Pés e uma Santa Ceia pintados em 1918, por Benedito Calixto.

“Eu amo viver em Amparo, porque estamos em torno de uma riqueza arquitetônica não existente em qualquer outro lugar do Estado, cujos prédios antigos estão em ruína. Adotei essa cidade ao trocar a agitação do Rio de Janeiro“, diz o aposentado Abreu Soletar, de 75 anos.

Centro histórico

Caminhar pelo Centro, principalmente pelas ruas Ana Cintra e Barão de Campinas, dá ao turista a chance de conhecer os prédios preservados, a história dos antepassados. São 38 prédios tombados pelo Estado, além de 38 que estão na fila de espera pelo reconhecimento. Outros 850 prédios serão tombados pelo município.

O historiador Roberto Pastana Teixeira Lima conta que, na rua Barão de Campinas, ainda encontra-se preservado o sobrado, construído em 1836, onde morou o Barão de Campinas. Na mesma rua, é possível encontrar outros três prédios datados de 1876.

Já na Praça Monsenhor João Batista Lisboa, existem outros cinco prédios construídos no século 19. “A preservação do patrimônio histórico ganhou força depois da criação, em 2004, do Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Amparo. A outra meta é conseguir aprovar na Câmara a criação de uma fundação, que ficará responsável pela captação de recursos para a restauração de outros prédios”, diz o historiador.

Fazendas centenárias

Deixando a área urbana e seguindo para a região rural, é possível encontrar mais de 50 fazendas coloniais com uma arquitetura neoclássica do século 19. Alguns deles tornaram-se hotéis de luxo. O Hotel Sant´Anna fica instalado em uma antiga fazenda de café, com quase 150 anos de história, restaurada para ter o requinte e o conforto dos tempos atuais. São 42 apartamentos distribuídos em duas alas – Sede, onde fica o casarão da fazenda, e Jabuticabeiras.

O hóspede pode participar de diversas atividades esportivas, desde fazer trilhas até jogar golfe. No Spaço Quintessência, o hotel oferece dias de relaxamento, com tratamentos estéticos e massagens. Para quem gosta do frio, Amparo mantém um clima ameno de montanha, com temperatura média que varia de 20º C a 25º C.

Pinga artesanal

No Rancho Campestre, o turista tem a oportunidade de saborear uma boa comida mineira, além de conhecer o processo de produção artesanal da cachaça Campestrinha.

O engenheiro de construções Henrique Oliveira conta que passou a produzir cachaça há quase uma década, assim que se aposentou.

“Eu e um cunhado nos unimos no sonho de resgatar a fórmula original de se fabricar a autêntica pinga brasileira”, diz. A cachaça produzida é envelhecida também em tonéis de carvalho de 250 a 300 litros.

História

Historiadores afirmam que Amparo surgiu no final do Ciclo do Açúcar Paulista e se desenvolveu na Era do Café. O primeiro povoado data de 1790, no final do século 18. O historiador Roberto Pastana Teixeira Lima conta que a cidade nasceu na periferia do Polígono do Açúcar Paulista, formado no passado pelos municípios de Piracicaba, Mogi Mirim, Jundiaí e Itapetininga.

“Foi no Ciclo do Café que Amparo se desenvolveu. O plantio começou em 1830”, diz. Lima conta que Amparo atingiu um momento áureo em 1886, quando chegou a produzir 1 milhão de arrobas de café. “Mas, logo entrou em decadência devido à superprodução da cultura, no final do século 19 e início dos anos 20. A decadência se consolidou com a crise de 29”, explica o historiador.

Depois da crise, a cidade passou a sobreviver do investimento em outras culturas, como plantio de algodão, além de pequenas atividades industriais, até chegar na década de 70, quando as atenções também se voltaram para o mercado do turismo.

Wesley Alcântara

*O jornalista viajou a amparo a convite do Hotel Sant’Anna

http://www.jornalacidade.com.br

By TurismoMT

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