Empresários querem ser consultados pelo poder público

Enquanto o poder público faz debates, planos e projetos para obras de melhoria da infra-estrutura turística de Mato Grosso com vistas à Copa de 2014, o setor empresarial cobra a criação efetiva do Produtor (Programa de Desenvolvimento do Turismo) e pede para deixar de ser um mero ouvinte quando o assunto for ação públicas.

 O presidente da Associação das Agências de Viagens de Mato Grosso (ABAV) Oiram Gutierrez, diz que o setor está mobilizado por alterações nas funções do Fórum Estadual do Turismo. Hoje, reclama Guitierrez, o órgão que reúne representantes do trade turístico tem uma atuação limitada, apenas de ouvinte, dentro da gestão pública. “O setor privado quer ser consultado”, reforça, criticando que por enquanto tem apenas ficado sabendo, mas não é informado ou consultado sobre o que está em discussão ou sendo previsto, tanto na Agecopa quanto na Secretaria de Estado de Turismo (Sedtur).

Gutierrez informa que operadores e articulistas do turismo mato-grossense estão mobilizados para a reunião do Fórum, agendada para 26 de abril. Nessa data, deverão lançar um movimento por mudanças e planejamento das ações do setor. Na avaliação do presidente da Abav, até agora Mato Grosso tem apenas a “Cidade da Copa”, enquanto Mato Grosso do Sul tem os turistas e um marketing de divulgação do Pantanal. Guieterrez acha que o turismo, a exemplo de outros estados, tem ser um programa de governo, independente de eventos como a Copa e de órgãos como a Agecopa.

Além da falta de infraestrutura, como pontes e estradas para o Pantanal, ele considera inaceitável a ausência de um departamento de estatísticas capaz de fazer o retrato do setor em números. O planejamento, diz, depende de dados, de saber quantos turistas que vêm a negócios e ou para contemplar as belezas do Estado. Apesar de queixas, Gutierrez diz que a primeira reunião que tiveram com a nova secretária Tetê Bezerra, a convite dela, deixou o setor otimista.

O governo, por meio da Sedtur, planeja, entre outras coisas, construir dois terminais portuários de passageiros no Pantanal, um em Porto Jofre, no rio Paraguai, outro no rio Cuiabá, próximo ao SESC Panantal. Também quer recuperar a estrada e fazer novas pontes na Transpantaneira, assim como estender o asfalto da MT-241, de acesso de Nobres, que hoje vai só até o distrito de Bom Jardim, até a sede da cidade; melhorar a estrutura e serviços no Parque de Chapada dos Guimarães; recuperar a Área de Preservação Permanente e construir concha acústica em Poconé; concluir o terminal de Rondon, em Mimoso, além de estimular o turismo rural na comunidade do Coxipó do Ouro, em Cuiabá, bem como instalar um deck sobre o rio na comunidade de São Gonçalo Beira-Rio.

Na próxima semana está prevista a visita de uma comissão técnica à região do SESC Pantanal para verificar onde há possibilidade de construção do terminal. No Pantanal, o serviço de energia elétrica disponível se constituiu outra grande preocupação, diz Tetê. Ao longo da Transpantaneira, lembra, as pousadas são abastecidas por geradores movidos a óleo diesel, um sistema que compromete o funcionamento dos portos e o aumento do turismo. A secretária comenta ainda que em Chapada dos Guimarães está em curso um trabalho de consultoria (parceria com o SEBRAE) junto aos operadores do turismo (bares, restaurantes, pousadas guias…) que visa levantar a situação atual e traçar estratégias sobre como bem receber o turista.

ALECY ALVES 

http://www.diariodecuiaba.com.br/

By TurismoMT

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